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sexta-feira, 21 de agosto de 2015

A escolha de cada anjinho

Sabemos que para alguns pode ser tranquilo e para outros um momento muito delicado a hora de falar com seu filho sobre adoção.

De forma lúdica, este breve conto compartilhado em nossa página do Facebook ( http://www.fascebook.com/AdocaoBrasil ) apresenta a adoção aos nossos pequeninos de maneira clara e objetiva.


Havia um anjinho no céu muito lindo, o seu nome era (nome do seu filho)! Um certo dia, Papai do Céu chamou o anjinho (nome do seu filho) e seus amiguinhos para escolherem suas mamães na terra. Todos correram pra cima de uma nuvem e começaram a observar as possíveis mamães.

Um dos anjinhos viu sua mamãe apontou e disse: - é ela! Quero esta pra ser minha mamãe!

E assim fizeram os outros anjinhos.

(nome do seu filho) continuava a observar até que de repente ele gritou! - Encontrei! Quero aquela ali!

Papai do Céu coçou o queixo e resmungou... hummm!

E depois falou:

- Vamos ter que achar uma solução! Esta mamãe não está disponível no momento, a caminha na barriga dela onde o bebezinho fica não está pronta! E agora o que vamos fazer?

Um anjinho que já havia escolhido a sua mamãe sem maiores dificuldades falou:

- Tenho uma ideia! Por que o Senhor não coloca o anjinho (nome do seu filho) na caminha de uma outra mamãe e assim quando ele estiver pronto pra nascer, esta mamãe entrega ele para mamãe que ele escolheu?

Papai do Céu adorou a ideia e assim o fez. Então juntos escolheram outra mamãe para o anjinho (nome do seu filho) crescer até ficar prontinho pra ser levado para aquela mamãe que ele escolheu!

E assim todos viveram felizes para sempre!






quarta-feira, 12 de agosto de 2015

O outro lado da adoção

Temos acompanhado lindas histórias de adoção, mas como toda história tem um outro lado vamos conhecer um pouco sobre "O outro lado da adoção".

Registrado em uma matéria da Revista Época em Julho/2009 e a Veja.com em Agosto/2015 mostra que as taxas de retorno aos abrigos continuam bem assustadoras.


Trecho da revista Época - Kátia Mello e Liuca Yonaha. Colaboraram Martha Mendonça, Nádia Mariano e Rodrigo Turrer:

"Luiz, de 12 anos, chegou a uma das Varas da Infância de São Paulo apenas com uma mochila nas costas. Nenhum brinquedo, nenhum livro, nenhum CD. Além de trazer poucos pertences, o menino parecia triste. Bem triste. Estava ali para ser devolvido. Depois de cinco anos em uma família, a mãe que o adotou não o quis mais. “Foi devolvido como se fosse um saco de batatas”, disse a psicóloga da Vara da Infância, Mônica Barros Rezende, que acompanhou o caso. A alegação da mãe adotiva foi que ele não obedecia mais. “Não aguento mais. Ele desobedece, falta na escola”, teria dito ela. A intervenção do Conselho Tutelar não adiantou."


Trecho da Veja.com - Por: Nicole Fusco:

Cadastro Nacional de Adoção, do Conselho Nacional de Justiça, registra 130 casos de crianças que retornaram aos abrigos desde 2008: uma média de DUAS a cada 45 dias

"Mas o que leva um casal a querer devolver uma criança adotada depois de um processo que envolve espera e enorme expectativa? Para a promotora Helen Sanches, especialista em convívio familiar, a desistência é resultado da falta de preparo dos futuros pais. "A criança adotada tem uma história de vida, de violência e sofrimento, o que vai tensionar a fantasia dos pais com relação a ela. Se a pessoa não estiver preparada, no segundo ou no terceiro problema a ideia de que o filho é adotado vai assumir um peso excessivo para ela", diz."

"A psicanalista Maria Luiza Ghirardi, que tem um mestrado sobre o tema, aponta como estopim da crise de convivência a maneira como os pais lidam com os temores sobre a origem da criança - especialmente as incertezas sobre os pais biológicos. "Se os pais não conseguirem assimilar a criança, colocando-a no imaginário na condição de filho, ela vai ser sempre vista como coisa que não pertence a eles e que, por isso, pode ser devolvida", disse."
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"No entanto, apesar do caráter definitivo, a Justiça acata algumas exceções e opta pela devolução sob o argumento de preservar o bem-estar da criança. Isso porque, em um lar onde há rejeição, os traumas vividos - não só emocionais, mas também físicos, já que a negação pode resultar em maus-tratos - podem ser maiores do que se ela tiver a oportunidade de encontrar outra família. "Se os pais adotivos estão renegando o filho, deixar a casa pode ser benéfico", diz a psicanalista Maria Luisa.

Há três tipos de desistência analisadas pela Justiça: 1) ainda durante o período de estágio, porque a adoção ainda não aconteceu e o recuo é previsto em lei; 2) após a adoção, quando o registro de nascimento já foi alterado para o nome dos pais adotivos, e nesse caso os pais respondem por abandono de menor; e 3) quando menores são acolhidos por um parente dos pais biológicos, que depois desiste da responsabilidade. Nesses casos, o parente não é responsabilizado judicialmente, mas o menor deve ir para um abrigo quando a Justiça descobre o caso. "Não se pode processar essa pessoa porque ela não acionou o conselho tutelar para pedir a adoção", diz Helen Sanches.

As crianças que enfrentam a rejeição podem desenvolver problemas emocionais e outras não conseguem uma segunda chance. "Os prejuízos estão na diminuição de confiança da criança, dificuldade de estabelecer novos vínculos e de receber amor", diz a psiquiatra Maria Luisa."
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Mas há casos mais felizes. Em dezembro do ano passado, uma menina de seis anos encontrou o casal Cibele e Diogo Vogel, em Brasília. Oito meses antes, a menina e o irmão haviam sido adotados por outra família, que decidiu ficar com o menino e devolver a menina. "Ela é muito falante, muito carinhosa. Foi uma experiência surpreendente, porque a adaptação dela foi muito tranquila. E nós não enfrentamos resistência", diz Cibele. Os irmãos se encontram quinzenalmente. E qual a lembrança que a menina guardou dos primeiros pais adotivos? "São como tios distantes", diz a nova mãe.




Vejam as principais razões da devolução e como evitar que os problemas usuais cheguem a esse ponto apontados pela revista Época:

Problema: Após anos da adoção, os pais dizem que não é possível mais ficar com a criança por dificuldades de convivência. É muito comum isso acontecer quando os filhos chegam à adolescência e começam a testar os pais

O que fazer: Entender que a adoção é um ato irrevogável. Os conflitos acontecem com pais biológicos ou adotantes, principalmente na puberdade. A criança adotada pode estar testando os pais se eles realmente a amam. É preciso falar com as crianças sobre suas dificuldades. E, se necessário, procurar a ajuda de um técnico judiciário ou um psicólogo



Problema: O adotante tem um sentimento de bondade ao realizar a adoção. Pensa que pode “salvar” a criança de um meio em que ela se encontra, com uma boa educação, enfocando apenas as necessidades dela. O altruísmo pode esconder uma baixa autoestima de quem adota, e isso poderá influir no relacionamento com a criança   

O que fazer: Entender que nenhuma criança a ser adotada será “salva”. Ela será uma integrante da família. Se os pais se sentem altruístas, terão dificuldade em colocar limites e a criança nunca vai corresponder a suas expectativas



Problema: Casais que não podem gerar seus próprios filhos podem ter expectativas exageradas em relação às crianças adotadas. Dependendo de como a infertilidade é elaborada, ela terá um efeito sobre a criança. Ao mesmo tempo que a criança adotada vai oferecer a possibilidade de uma nova família, ela também será a lembrança de que eles não puderam ter filhos   

O que fazer: Elaborar o luto da impossibilidade de ter filhos biológicos. Compreender que as idealizações tendem ao fracasso, uma vez que a criança nunca vai alcançar os exatos ideais colocados pelos pais. Seja ela biológica ou não



Problema: Alguns casais tentam apagar o passado da criança. Existem aqueles que querem mudar o nome da criança e esconder que ela sofreu abandono. Ou ainda aqueles que apontam os problemas como consequência de sua origem biológica, ao chamá-la por exemplo de “sangue ruim”   

O que fazer: Contar sempre a verdade. O passado da criança pertence a ela. A sugestão para o nome é que os pais considerem o nome de origem e acrescentem o de sua preferência. E nunca culpar o comportamento da criança por aquilo que ela viveu anteriormente



Problema: A fantasia de devolução costuma surgir com o aumento dos conflitos vividos na relação com a criança. Permeia a relação adotiva como uma possibilidade. Mas é preciso reforçar que a devolução só é considerada no estágio de convivência, ou seja, antes da adoção. Ou quando traz danos irreversíveis à criança   

O que fazer: Quando a fantasia de devolução se intensifica, é sinal de que a relação pais-filho apresenta dificuldades que necessitam ser compreendidas e trabalhadas, com a ajuda de psicólogos e assistentes sociais


Fontes: Época e Veja.com

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Salário maternidade na adoção

O salário maternidade é um benefício pago à trabalhadora em caso de parto e aborto não-criminoso, ou ao adotante nos casos de adoção ou guarda judicial com essa finalidade.

  
Fonte: Ministério da Previdência Social ( http://www.previdencia.gov.br/servicos-ao-cidadao/todos-os-servicos/salario-maternidade/ )



Para ter direito ao salário-maternidade, o(a) beneficiário(a) deve atender aos seguintes requisitos na data do parto, aborto ou adoção:
  • Quantidade de meses trabalhados (carência)

    10 meses:
    para a trabalhadora Contribuinte Individual, Facultativa e Segurada Especial.

    isento:
    para seguradas Empregada de Microempresa Individual, Empregada Doméstica e Trabalhadora Avulsa (que estejam em atividade na data do afastamento, parto, adoção ou guarda com a mesma finalidade).

  • Para as desempregadas: é necessário comprovar a qualidade de segurada do INSS e, conforme o caso, cumprir carência de 10 meses trabalhados. 


Qual a duração do benefício?
  • 120 (cento e vinte) dias no caso de adoção ou guarda judicial para fins de adoção, independentemente da idade do adotado que deverá ter no máximo 12 (doze) anos de idade.


Documentos necessários

Para ser atendido nas agências do INSS você deve apresentar um documento de identificação com foto e o número do CPF. Você também deve apresentar suas carteiras de trabalho, carnês e outros comprovantes de pagamento ao INSS.
  • Em caso de adoção, deverá apresentar a nova certidão de nascimento expedida após a decisão judicial.
Se você ainda tem dúvidas sobre a documentação, consulte também a página de documentos para comprovação de tempo de contribuição ( http://www.previdencia.gov.br/servicos-ao-cidadao/informacoes-gerais/documentos-comprovacao-tempo-contribuicao/ )
 


Outras informações
  • Caso não possa comparecer ao INSS, você tem a opção de nomear um procurador para fazer o requerimento em seu lugar.
  • A decisão judicial proferida na Ação Civil Pública nº 2004.51.02.001662-4/RJ, determinou ao INSS que não exija das seguradas desempregadas, em período de graça, prova da relação de emprego como pré-requisito para a concessão do salário-maternidade, bem como, que não desconte qualquer valor a título de contribuição previdenciária para o Regime Geral de Previdência Social-RGPS. A determinação judicial produz efeitos para requerimentos protocolados a partir de 4/7/2012 e se restringe às seguradas domiciliadas na Seção Judiciária do Rio Janeiro. Nesse caso, a requerente do benefício deve apresentar documento que comprove que reside no Estado do Rio de Janeiro.
  • O salário maternidade será devido ao adotante do sexo masculino, para adoção ou guarda para fins de adoção ocorrida a partir de 25/10/2013, data da publicação da Lei nº 12.873/2013.
  • No caso de empregos concomitantes ou de atividade simultânea na condição de segurada empregada com contribuinte individual ou doméstica, a segurada fará jus ao salário-maternidade relativo a cada emprego ou atividade.
  • Em situação de adoção ou parto de mais de uma criança, o segurado terá direito somente ao pagamento de um salário maternidade.
  • A partir de 23/1/2013, data da vigência do art. 71-B da Lei nº 8.213/91, fica garantido, no caso de falecimento da segurada ou segurado que tinha direito ao recebimento de salário-maternidade, o pagamento do benefício ao cônjuge ou companheiro(a) sobrevivente, desde que este também possua as condições necessárias à concessão do benefício em razão de suas próprias contribuições. Para o reconhecimento deste direito é necessário que o sobrevivente solicite o benefício até o último dia do prazo previsto para o término do salário-maternidade originário (120 dias). Esse benefício, em qualquer hipótese, é pago pelo INSS.
  • Saiba mais sobre o valor do salário-maternidade ( http://www.previdencia.gov.br/servicos-ao-cidadao/todos-os-servicos/salario-maternidade/valor-salario-maternidade/ )


Ficou alguma dúvida?

Em caso de dúvidas, ligue para a Central de Atendimento do INSS pelo telefone 135.

O serviço está disponível de segunda a sábado, das 7h às 22h (horário de Brasília)

O atendimento da Previdência Social é simples, gratuito e dispensa intermediários.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Há quanto tempo você está na fila da adoção?

por Wagner Y.

O Adoção Brasil realizou uma pesquisa com aproximadamente 700 pessoas de todas as regiões do Brasil entre os dias 02/07/2015 e 06/07/2015 com a pergunta:

Há quanto tempo você está na fila da adoção?

Clique aqui se também quiser participar desta pesquisa.

Os participantes desta pesquisa informaram a idade da criança e ou adolescente que definiram no perfil da adoção e há quanto tempo estão na fila, além de perguntas como região e demais preferências que serão divulgadas em outros artigos.

De acordo com a pesquisa os pretendentes estão em média de:
  • 2 anos e 11 meses na fila da adoção para crianças com até 1 ano de idade.
  • 1 ano e 9 meses na fila da adoção para crianças com até 2 anos de idade.
  • 1 ano e 7 meses na fila da adoção para crianças com até 3 anos de idade.
  • 1 ano e 7 meses na fila da adoção para crianças com até 4 anos de idade.
  • 1 ano e 9 meses na fila da adoção para crianças com até 5 anos de idade.
  • 2 anos na fila da adoção para crianças que estão entre 5 e 10 anos.
  • 2 anos e 2 meses na fila da adoção para crianças que estão com mais de 10 anos.



Obs: Não foi levado em consideração o tempo de habilitação (levar documentos, entrevistas com assisntes sociais e psicólogos etc).

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Família é quem cria

Nem tudo é genético. Mas tudo que somos, aprendemos com nossos pais. Que podem ser biológicos ou não. Que podem ser pai e mãe, pai e pai, mãe e mãe. Não importa.
Família, na verdade, é quem cria. E o que importa é o que herdamos dela: o jeito de olhar, de sorrir e, principalmente, nossos valores.
Para provar isso, queremos aproveitar a febre do aplicativo ‪#‎LikeParent‬para expor histórias de filhos adotivos que, mesmo não sendo fisicamente parecidos, são 100% “a cara dos pais". E o que eles têm em comum? Todos são adotados e criados com muito amor.
Se você também acredita que família é quem cria, faça como eles: adote você também. E compartilhe sua história com a gente.
Família é quem cria. Uma campanha da Adoção Brasil.


Nem tudo é genético. Mas tudo que somos, aprendemos com nossos pais. Que podem ser biológicos ou não. Que podem ser pai...

Posted by Adoção Brasil on Quinta, 18 de junho de 2015

terça-feira, 26 de maio de 2015

I Piquenique Adoção Brasil em comemoração ao dia Nacional da Adoção

O encontro ocorreu no Parque Villa Lobos no dia 24/05/2015 e ficamos imensamente agradecidos pela presença de todos.



Segue mais algumas imagens que registraram nosso encontro ;)