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terça-feira, 14 de maio de 2013

Adotar significa abrir-se para uma nova aventura, no melhor sentido da palavra

12/05/2013 - 10h56

Marcelo Brandão
Repórter da Agência Brasil

Brasília - Receber uma criança de origem, muitas vezes, desconhecida, é um ato de amor e abnegação. Independentemente do perfil desejado pelos novos pais e mães, adotar significa abrir-se para uma nova aventura, no melhor sentido da palavra, é reservar um espaço em sua vida para uma criança que, em pouco tempo, deixará de ser um desconhecido.

No imaginário popular, no entanto, a adoção tem severas distorções em relação ao mundo real. Nem sempre aquele bebê loiro, de cabelos cacheados, bochechas rosadas e olhos azuis estará no abrigo, esperando um casal buscá-lo. A realidade é outra. As crianças nos abrigos vêm, muitas vezes, de um passado de violência, abusos e privações severas em todos os sentidos. Algumas, inclusive, precisarão reaprender a confiar e a amar as figuras materna e paterna.

Hoje, no Brasil, há 5.471 crianças e adolescentes inscritos no Cadastro Nacional de Adoção. Desses, 1.787 são brancos, 1.035 são negros e 2.602 são pardos. Os pais podem optar por restringir-se a um tipo de criança para adotar ou estar abertos a qualquer perfil. E é aí que os números correm em sentido inverso. O número de pessoas habilitadas que querem apenas crianças brancas ainda é muito superior ao daqueles com predileções exclusivas de outras raças. São 9.474, contra 1.631 que aceitam apenas pardos e 574 que querem adotar somente crianças negras.

Para a supervisora da Vara da Infância do Distrito Federal, Niva Campos, a opção por crianças da mesma cor de pele na hora da adoção não caracteriza preconceito. “Eu diria que é um desejo que tem a ver com o narcisismo de cada um, com a história de vida de cada um. Para uns, isso vai ser muito importante, para outros adotantes isso não tem muita importância”.

Na opinião de Wagner Yamuto, administrador do site Adoção Brasil, que discute o tema desde 2004, o que falta é informação e aí é que devem entrar os grupos de apoio e sites relacionados sobre o tema para esclarecer tais dúvidas. “O que sabemos é que a conta não fecha, pois a maior parte dos pretendentes é branca e a maior parte das crianças em abrigos é negra e parda”.

Ele considera compreensível o fato de que quanto mais nova a criança, maiores as suas chances de ser adotada. “Podemos afirmar que a maior parte dos pretendentes entram na adoção porque não podem gerar filhos da forma tradicional. Com isso, entra o desejo de ver a criança dar seus primeiros passos, [dizer] as primeiras palavras, [dar] o primeiro sorriso. [Isso], em geral, só acontece nos primeiros meses de vida e não há como dizer que é preconceito e sim um desejo”.

Edição: Tereza Barbosa


Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Talvez nossa história possa ser um estímulo...

Meu nome é Evald Rodrigues e moro no RS.

Gostaria de deixar aqui o meu depoimento para quem sabe ajudar as pessoas que pensam em adoção mas não tem coragem. Talvez nossa história possa ser um estímulo...

Sou pai de 2 filhos biológicos, a Elisa (10) e o Bernardo (9). Em 2009 eu e minha esposa perdemos nossa pequena filha, Talita, que hoje está no Céu.Talita era portadora de Síndrome de Down, seu nascimento já foi um milagre, pois era portadora de hidropsia fetal e só não faleceu no 4º mês de gestação por o que acreditamos tenha sido uma intervenção divina. 

Somos muito católicos apenas para esclarecer, mas confesso que não tenho como separar a nossa experiência de adoção da minha fé porque uma coisa levou a outra. Também não questiono aqui essa opção porque nasci luterano e fui espírita muitos anos, então cada um com a sua fé, a qual respeito plenamente. 

Voltando aos fatos, Talita nasceu e no 4º mês teve pneumonia. Um defeito cardíaco não diagnosticado junto com a doença respiratória levaram ela a óbito após 45 dias de UTI pediátrica aos 5 meses de vida. Foi terrível mas sentimos a mão de Deus nos sustentando nesse tempo doloroso.

Minha esposa e eu adoramos crianças e sempre gostamos da idéia de ter a "casa cheia" de filhos e Talita veio para nós em um momento difícil, nos reergueu, eu de uma depressão violenta, ela da Síndrome do Pânico.

Durante esse período difícil que antecedeu a gravidez de Talita minha esposa rezava e abria uma passagem da bíblia que ela tomava como promessa, dizendo que "a mulher estéril, Deus a faz, em sua casa, mãe feliz de muitos filhos". Pela fé ela assumiu essa promessa.

Para piorar o quadro dos fatos, com o falecimento de Talita ela não pode mais engravidar, seria de altissimo risco, o útero muito fino, etc. Tive então que fazer vasectomia para não colocar a sua vida em risco. Resumindo, os dois ficamos impossibilitados e hoje não podemos mais ter filhos biológicos. Em suma, se cumpriu a esterilidade da passagem profética da biblia, e agora, estéreis, como seremos "mãe e pai feliz de muitos filhos"? Mas não perdemos a confiança.

Poucos meses depois minha esposa falou em adotar. Eu não estava pronto, discutimos, achei que era muito cedo, ainda me sentia de certa forma em luto, mas quando cheguei em casa liguei a TV e estava dando um programa religioso que falava da passagem em que Jesus fala de acolher os pequeninos, as criancinhas porque delas é o Reino dos Céus. Na semana seguinte era 25 de maio, dia nacional da adoção, nesse sermão o pregador falava o tempo todo da beleza que é a adoção!

Neste mesmo dia, na missa, o Padre, um velhinho humilde, falava na caridade de acolher os órfãos. Entendi que aquilo era um convite de Deus para mim me abrir a isso e fiquei com vergonha de Deus pela minha atitude medrosa, pois, de fato, eu tinha medo de adotar. Resolvi dar um passo na fé e adotar e em seguida entramos com o processo de habilitação.

Cerca de um ano após, já habilitados, conhecemos uma moça que estava grávida e não queria o filho. Acompanhamos a gravidez e em 14 de setembro de 2011 nasceu o Francisco, no dia da Festa da Exaltação da Santa Cruz, data em que os cristãos comemoram a cruz como instrumento redentor de salvação da humanidade. Em certo sentido depois de perdermos Talita, o Francisco vinha para nós como uma resposta de Deus por termos aceito com fé a sua partida. Era a recompensa pela nossa fé por não termos perdido a confiança em Deus mesmo diante da morte de nossa filha. A profecia começava a se cumprir.

Acompanhamos o parto e do hospital já saímos com o Francisco cuja adoção já foi concluída judicialmente com base na afetividade meses depois. Minha esposa chegou a amamentá-lo por 3 dias porque começou a produzir leite. A mãe biológica não queria nem vê-lo...que triste realidade! 

Francisco é um doce, uma criança saudável, alegre, serena, risonho, querido, encheu a casa e os manos de alegria. Todos aqui ajudam a dar banho, trocar fralda, alimentar, meus filhos assumiram a adoção parelho conosco.

Como ainda permanecemos na fila de adoção em 2012 passamos a acompanhar outra mulher em identidade de condições, que não queria nem ver a criança. Conseguimos dois casais diferentes para tentar assumir o bebê, mas em contato com as precárias condições da mãe, infelizmente prostituta, doente, todos desistiam. 

Sentimos que talvez a missão de adoção fosse para nós mesmos, e assim, ela se comprometeu amigavelmente a nos entregar o filho para adoção tão logo nascesse. Ajudaríamos apenas com os exames médicos e algum auxílio pessoal por questão de humanidade e depois concluiriamos a adoção.

Dois meses depois, para nossa surpresa, a mãe biológica foi diagnosticada como portadora de HIV, imagine como ficou o nosso coração, a angústia e a tribulação interior. 

Fizemos de tudo para que ela se tratasse e conseguimos inclusive internação hospitalar especializada gratuita pelo SUS, fato raríssimo, mas ela se negou a se tratar.

Por telefone discutimos com ela, insistimos que aceitasse o tratamento, mas ela terminou desistindo de nos entregar o bebê que nasceria para adoção porque não queria se tratar e assumiu o risco de contaminar o seu bebê... Isso no final de novembro de 2012. Perdemos totalmente o contato e sofremos essa espécie indireta de "aborto".

Passaram-se algumas semanas, cerca de dois meses, e fomos chamados pelo Fórum porque estavamos próximos do primeiro lugar da fila, porém haviam 3 pessoas na nossa frente. Nos disseram que havia um bebê nascido em dezembro que estava para adoção, deixado pela mãe em uma Casa Lar, e que se nenhum dos outros da fila quisessem poderiamos adotá-lo, porém, era uma bebê com vários problemas de saúde, diabetes, desnutrição, nascera com 1,7 kg sem incubadora e no outro dia foi para casa,  e e possivelmente seria portador de HIV. 

As pessoas a frente da fila não quiseram adotar o bebê, chamado Enzo, e então fomos nos informar melhor e para nossa surpresa, "Enzo" era o nosso Miguel, era o nome que a mãe biológica havia lhe dado. Uma semana depois que ele nasceu ela entregou ele no lar e renunciou ao poder familiar, o caso estava com a justiça.

Assumimos os riscos por amor, sem pensar muito nas consequências, afinal não abandonaríamos aquele bebê (se Deus não nos abandonou...) que estava lutando como um guerreiro por sua vida, e contrariamente a todas as expectativas, Miguel veio para nós no dia 25 de fevereiro de 2013, em pouquíssimo tempo, e a adoção já está praticamente se concluindo. 

Estamos absolutamente surpresos, e sem dúvida atribuímos essa situação totalmente a Deus, mas o fato é que os exames e o atendimento médico pelo pediatra mostram que Miguel, apesar de todo o quadro, é 100% saudável, e tem uma probabilidade mínima de ser, de fato, portador do HIV (10%) o que depende de exames ainda não realizados. 

Em todo caso, a sua condição saudável, o fato de estar ganhando peso e a transformação do seu semblante a partir do dia em que o adotamos (era uma criança cadavérica e assustada, hoje um menino lindo e sempre sorrindo), nos dão a certeza interior de que tudo acontecerá da melhor forma, porque confiamos em Deus. Cremos que ele sairá, conosco vitorioso, afinal a promessa é de uma "mãe FELIZ de muitos filhos", e assim, entregamos o futuro nas mãos da providência divina.

Em um tempo em que as pessoas rejeitam a idéia de ter filhos porque "filho é trabalho" eu costumo dizer que sim, de fato é, mas é um trabalho gostoso, impagável, não tem preço. 

Sem filhos a vida é vazia, nossa casa hoje tem 4 crianças e muita vida e estamos dispostos a assumir todos os ônus financeiros, mesmo em meio a muitas dificuldades. 

Os problemas certamente virão, sofrimento sempre existirá não importa a opção pessoal (ter filhos ou não) e penso que se alguma circunstância nos impede biologicamente de ter filhos, nem tudo está perdido, a adoção é uma solução bela e cheia de significado positivo. Todos fomos adotados por um Deus que nos ama imensamente.

"E a mulher, que era estéril, Deus a faz, em sua casa, mãe feliz de muitos filhos!" (Salmo 113).

Que Deus os abençoe! Viva a adoção! 





então, para nossa surpresa

quarta-feira, 3 de abril de 2013

VOU TER UM FILHO. E PONTO FINAL.

Sempre pensei em ter filhos. Estava aguardando a melhor hora. Para mim, a melhor hora é quando estivesse me sentindo preparada para assumir o papel de Mãe. Depois de sete anos de casamento, então, a melhor hora chegou.

Mas, meu sonho é um pouco diferente do que a maioria das pessoas sonha. No meu sonho ainda não aparece barriga, nem maternidade, nem hora do parto. Ainda não. Comecei a sonhar primeiro com um processo judicial, uma longa espera e um orfanato.

E alguém explica as coisas que vem do coração?

Chegou o dia em que esse sonho não seria mais adiado, por que ele ficou imenso. Corri para a Vara da Infância e tudo começou. No momento em que os documentos começaram a ser providenciados, escaneados e preenchidos, aquela sensação de “serei Mãe” começou a tomar conta de mim. Quando isso aconteceu, deu uma vontade imensa de compartilhar com as pessoas.

Os primeiros a saberem foram os Avós e os Tios, nossa decisão foi aprovada e completamente apoiada. Depois, começamos a falar com outros familiares e alguns amigos. Quanto mais pessoas sabiam, mais me espantava com algumas reações. Apesar de vivermos em uma época onde tudo é discutido, onde as informações circulam livremente, onde as pessoas se dizem liberais, a decepção nos olhos de algumas delas me marcaram e me mostraram que nem todos entendem as escolhas dos outros. Especialmente se sua escolha fugir daquilo que é considerado “normal”. Casar, engravidar.

Quando anuncio minha decisão, a reação é completamente diferente do que se contasse que estou grávida, tenho certeza. No caso da gravidez eu receberia “Parabéns”, no caso da adoção eu recebo “Mas por quê? Vocês não podem ter filhos?”. Sim, eu posso ter filhos, tanto posso que estou em processo para ter um!

Dizem que os olhos são a janela da alma, e o que enxergo nessa janela é algo como “Coitadinha, acho que não pode engravidar”. Isso me espanta. Dá pra contar nos dedos de uma mão aqueles que me abraçaram e sentiram minha felicidade.

Quero adotar por que meu coração quis assim. Por que desde muito cedo senti que teria uma criança que seria minha companheira de vida, e que ela não viria de dentro de mim.

Fica aqui um apelo: Quando alguém comunicar uma adoção, não pergunte o porquê, contente-se em oferecer o que existe de melhor, um abraço. Por que este alguém está compartilhando com você a decisão de ter um filho! Nessas horas não é necessário falar, só sentir. E, se por acaso, a escolha for baseada em algum problema para engravidar, deixe a pessoa à vontade, para te contar, ou não.

Este texto foi escrito em primeira pessoa, mas nada disso seria possível sem o apoio incondicional do meu marido, que sempre esteve ao meu lado e sonha tudo isso junto comigo.

Mariana Fernandes Torres

terça-feira, 26 de março de 2013

Como agir quando o filho adotivo quer conhecer os pais biológicos?


Louise Vernier e Rita Trevisan


A adoção costuma ser um assunto delicado. Ainda assim, a orientação é que o tema seja tratado com a criança desde cedo. "O ideal é que os pais conversem com o filho sobre a adoção de maneira aberta, explicando o fato de maneira mais detalhada conforme ela vai crescendo", segundo a psicóloga Lídia Dobrianskyj Weber, professora da UFPR (Universidade Federal do Paraná). O mais importante, desde os primeiros bate-papos, é que a criança perceba que os pais se sentem confortáveis e seguros em relação à adoção.
Além disso, é preciso estar preparado para as primeiras perguntas sobre a família biológica e para a curiosidade da criança em relação às suas origens, que podem surgir mais cedo ou mais tarde, como acontece com a personagem de "Salve Jorge", Aisha (Dani Moreno). 
A estudante Amanda Andreassa Chialastri, de 25 anos, filha de pais adotivos, sentiu necessidade de refazer sua história, desde o nascimento, na época da adolescência. "O que eu queria mesmo era entender o motivo pelo qual fui abandonada, além de descobrir se tinha irmãos biológicos, com quem eu pudesse fazer contato. Era como se eu tivesse um quebra-cabeças dentro de mim, com algumas peças faltando", conta. 
Segundo Mariana Schwartzmann, psicóloga clínica especialista em adolescência pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), é muito comum que esse desejo apareça a partir dos 12 ou 13 anos. "É o período em que o indivíduo está construindo a sua identidade e quando questões mais profundas vêm à tona", explica.


Situação delicada

No jovem, a vontade de conhecer os pais biológicos vem normalmente acompanhada de uma dose de medo e insegurança, afinal, ele não sabe o que encontrará. E a posição dos pais adotivos, nesse cenário, é tão desconfortável quanto. 
Sandra Andreassa Chialastri, 52 anos, psicóloga e mãe adotiva de Amanda, conta que "perdeu o chão" quando a filha manifestou o desejo de entrar em contato com a família biológica. "Senti muitos medos. Mas o maior deles era o de que a minha filha fosse rejeitada mais uma vez pela mãe biológica e não conseguisse lidar com a questão", diz. 
No entanto, numa situação dessas, não há muito mais a fazer a não ser acolher o jovem e apoiá-lo nessa busca. Caso contrário, é bem provável que ele continue perseguindo o seu objetivo sozinho, mesmo contra a vontade da família. 
  • Leandro Moraes/UOL
    Anna Laura Franchini Hensel, 26 anos, chegou facilmente à família biológica usando a Internet
Na casa da administradora de empresas Rita de Cassia Franchini Hensel, de 57 anos, a notícia de que a filha adotiva havia descoberto os pais biológicos caiu como uma bomba. "Levei um susto quando minha filha me contou que havia achado a mãe biológica. Não fazia ideia de que ela estava procurando", diz. A garota, Anna Laura Franchini Hensel, que atualmente tem 26 anos, chegou facilmente à família biológica usando a Internet. 
Para evitar surpresas desse tipo, ao saber do interesse de sua filha pela família biológica, Sandra Chialastri tomou a iniciativa de iniciar a busca, sem que a jovem soubesse. "Fiquei quatro anos tentando encontrar a mãe biológica da minha filha e quando finalmente consegui, entrei em contato para saber se ela aceitava reencontrar a Amanda. Como ela se mostrou receptiva, armei um encontro entre as duas", conta.
Atualmente, a filha de Sandra visita a mãe biológica pelo menos uma vez por ano e mantém contato com os irmãos pelas redes sociais. Mesmo assim, o medo da mãe de perder o afeto e a atenção da criança criada com tanto carinho foi desaparecendo gradativamente. 


  • Mauro Marques/UOL
    Sandra Chialastri, 52 anos, é psicóloga e mãe adotiva de Amanda Chialastri, 26
"O sentimento que eu tinha em relação à minha mãe adotiva, que foi quem me criou, não mudou em nada a partir do momento que eu conheci minha mãe biológica. Abri um espaço na minha vida para a minha mãe biológica, mas em nenhum momento considerei trocar uma pela outra. Foi uma soma, como se a minha família tivesse crescido. Só isso", explica Amanda. 



Tudo pode acontecer

Além de apoiar o filho adotivo, os pais devem prepará-lo, da melhor forma possível, para o reencontro. Isso porque a reação da família biológica ao contato do filho abandonado é imprevisível.
No caso de Anna Laura, o reencontro foi emocionante. A mãe, que a abandonou porque não tinha condições de criá-la sem apoio, aos 13 anos, também estava tentando achá-la, usando as redes sociais. "Choramos muito quando nos abraçamos", conta a vendedora. 
Porém, convém preparar o filho adotivo para o pior. "É preciso deixar bem claro para o jovem que existe o risco de se decepcionar", de acordo com a psicóloga Mariana Schwartzmann. "Ser rejeitado pelos pais biológicos no reencontro pode ser extremamente doloroso e traumático", afirma Maria Luisa Louro de Castro Valente, professora de terapia familiar da Unesp (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho). 
Foi o que aconteceu com a dona de casa Daiane da Roza, de 29 anos, que encontrou a mãe biológica com a ajuda de pessoas que participam de comunidades com essa finalidade na internet. "Cheguei a conversar com a minha mãe por telefone, mas ela não demonstrou interesse nenhum em encontrar comigo. Fiquei decepcionada". 


Fonte: UOL Mulher



quinta-feira, 14 de março de 2013

Informações sobre Licença Maternidade - Adoção

Gostaria de compartilhar com vcs algo que pode ser muito importante para todos os pais adotivos.

Acabei de adotar duas meninas, uma de 6 e outra de 9 anos. São irmãs cosanguineas e está sendo maravilhoso!

Mas, o ponto que quero dividir com vcs é sobre a licença maternidade. A lei mudou e agora a adoção, independente da idade das crianças te dá direito a 4 meses de licença e de salário maternidade. Mas, os RHs em geral são muito mal informados sobre o assunto.

Então, vai aí algumas dicas importantes: (uma amiga me ajudou muito!)
  • Licença Maternidade e Salário Maternidade são benefícios diferentes.
  • A Licença Maternidade é um benefício que a empresa irá te oferecer;
  • O salário maternidade quem irá pagar não é a empresa e sim a previdência. Então, assim q. saiu a guarda é só ligar no 135, agendar um dia e ir na previdência com todos os documentos (guarda, certidão da(s) criança(s), carteira de trabalho,.... essas coisas)

Alguns links que podem te ajudar como me ajudaram nesse processo:

Informações para inclusão de filhos adotivos em plano de saúde:
http://cristinacruzadvassociados.blogspot.com.br/2011/09/inclusao-de-crianca-em-guarda.html

Caso tenha problemas com a assistência médica, fazer uma petição para o juiz do fórum conforme abaixo:
http://www.projetorecriar.org.br/main/adocao/PlanoSaude.html

Informações sobre a licença e salário maternidade:
http://silvanammadv.blogspot.com.br/2013/02/licenca-e-salario-maternidade.html

Espero que ajude!


Por: Lara Magalhães

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

realização de um sonho pai solteiro é possivel

GOSTARIA DE RELATAR MEU CASO, UM SONHO REALIZADO TER UM FILHO ,SER PAI SOLTEIRO É POSSIVEL SIM MESMO NUM PAIS AONDE VIVEMOS ,SENDO UM PAIS AINDA TER MUITO QUE EVOLUIR NO SENTINDO SER GAY,POIS TUDO COMEÇOU QUANDO EU TINHA 28 ANOS DECIDI QUE ERA HORA DE SER PAI,AOS 30 ANOS NASCEU MEU FILHO CONHECI ELE COM 10 DIAS E ADOTEI ELE COM 1 MES DE VIDA MESMO SENDO GAY GANHEI SUA ADOÇÃO EM PORTO ALEGRE RS,HOJE MEU FILHO QUE PREFIRO MANTER O ANONIMATO DE MINHA PARTE E PARA PRESERVAR MEU FILHO QUE NADA SABE ESTA COM 5 ANOS ,E ESTES SÃO OS ANOS MAIS FELIZES DE MINHA VIDA POIS REALIZEI UM SONHO DE TER UM FILHO NÃO IMPORTA A FORMA ,POIS O SANGUE NADA É O IMPORTANTE É O AMOR QUE EXISTE ENTRE A GENTE QUE IMPORTA ,COM AJUDA DE MEUS PAIS CRIAMOS MEU FILHO,ACREDITO QUE DEVO SER UM DOS POUCOS CASOS E RAROS AONDE TIVE ADOÇÃO COMPLETA DE MEU FILHO,POIS ELE É REGISTRADO SOMENTE NO MEU NOME AONDE CONSTA APENAS MEU NOME E DE MEUS PAIS COMO AVOS PATERNOS,POUCAS PESSOAS SABEM DISSO APENAS OS MAIS CHEGADOS A MIM E MEUS PAIS QUE NÃAO TINHA COMO ESCONDER,AGRADEÇO A BIOLOGICA QUE DEUS A LUZ A MEU FILHO QUE É MINHA VIDA,AAPOS A ADOÇÃO NUNCA MAIS A VI E NEM TIVE NOTICIAS ,POIS AQUELE PARTE DA VIDA DE MEU FILHO FICOU ALI,AONDE APOS UM MES ELE GANHOU UMA NOVA FAMILIA ,O QUE FICOU PRA TRAZ É PASSADO , MAIS TENHO UM GRANDE RECEIO E MEDO DE CONTAR A VERDADE A MEU FILHO,AS PESSOAS PROXIMAS DE MIM DIZEM QUE TENHO QUE FALAR A VERDADE PARA EVITAR DELE MESMO DESCOBRIR OU ALGUEM FALAR A ELE DE UMA MANEIRA QUE POSSA MAGOAR OU MACHUCAR ELE, ISSO NÃO POSSO ADMITIR DE MANEIRA ALGUMA,POIS SE ALGUEM FIZER ISSO ,SOU CAPAZ PERDER A CABEÇA POIS ELE MEU FILHO ACIMA DE TUDO E TUDO FAREI PARA AMAPARA-LO AMA-LO E PROTEGER POIS ISSO É SER PAI AMAR SU FILHO ACIMA DE TUDO INDEPENDENTE DE SER DE SANGUE OU CORAÇÃO SEMPRE DIGO SE EU TIVESSE 10 FILHOS OS DEZ SERIAM DE CORAÇÃO ,NÃO COLOCARIA UM FILHO NUM MUNDO SO PARA DIZER QUE TEM MEU SANGUE,POIS NUM PAIS AONDE HA TANTA CRIANÇA LARGADA JOGADA NO MUNDO SEM UM TETO PARA MORAR,APENAS RELATEI MEU CASO PARA VOCE QUE TEM UM SONHO E ACHA IMPOSSIVEL,É SIM POSSIVEL TER UM FILHO MESMO SENDO GAY.SO PEÇO QUE SEJA MANTINHO MEU EMAIL MEU NOME EM SIGILO OBRIGADO(OBSERVAÇÃO NA EPOCA TINHA UM NAMORADO QUE NÃO ACEITAVA EU TER UM FILHO E CHEGOU A ME PRPOR ESCOLHER EM VIVER COM ELE ,MAIS SEM MEU FILHO ,NA MESMA HORA PEGUEI MINHAS COISA E FUI EMBORA ,E MANDEI ME ESQUECER DESDE AQUELA PROPOSTA NUNCA MAIS VI E NEM TENHO VONTADE,POIS AMO MEU FILHO ACIMA DE TUDO E MAIS QUE TUDO NA VIDA