Adoção Brasil | Gerando amor

Solteiros também podem adotar?

Este questionamento é mais comum do que parece, pois quando se fala em adoção logo pensamos em um casal. Conversamos com o Dalthon, a Veridiana e a Ana Paula que estão no processo de adoção, são solteiros e compartilharam conosco suas experiências.

Solteiros também podem adotar?

“Não há necessidade de ser casado ou rico para adotar um criança. Preciso garantir o bem estar deste filho e isso é avaliado pelo setor técnico da Vara da Infância.”, diz Dalthon, pai do Diogo.

Já a Veridiana, afirmou que não teve problemas para dar entrada no processo.

O que te motivou a entrar na adoção?

A motivação foi apenas uma: ser mãe ou ser pai

“O sonho de ter uma família e principalmente o desejo muito grande em ser mãe.”, comenta a Ana Paula.

“Sempre quis ser mãe, era um sonho antigo mas nunca tive um relacionamento que durasse muito tempo. Não sou casada e a gravidez acabou não acontecendo na minha vida.”, diz Veridiana

“Sempre quis ser pai, minha família é grande, são 9 irmãos e a maioria casado e com filhos. A opção em adotar, foi por eu ser gay e não querer ter vínculo com a mãe da criança. A princípio eu ia adotar com meu companheiro, entramos juntos no processo, porém o relacionamento acabou e eu decidi seguir em frente sozinho, pois a vontade de ser pai é maior.”, diz Dalthon

Com foi o processo de adoção?

A Ana Paula, disse que foi um processo tranquilo:

– dei entrada em toda documentação em 29 de Janeiro, no dia 14 de Julho do ano seguinte estava sendo inserida no cadastro único de adoção.

A Veridiana deu entrada no processo com toda a documentação solicitada pelo fórum, incluindo as fotos da casa e da família.

– fui muito bem recebida por todos no fórum e não tive nenhum problema

O Dalthon entrou no processo em 2010, porém teve uma série de imprevistos, mudou três vezes de casa e nesta situação a cada mudança de casa eram adcionados mais seis meses de espera:

– não tive a casa que morava aprovada, por ter um quarto apenas, mudei para um apartamento com dois quartos e por fim em setembro de 2016 fui habilitado.

Como foi a recepção por amigos e familiares?

Ana Paula, disse que o apoio é muito grande, principalmente do pai que é o que mais torce e deseja essa criança.

“Sempre tive o apoio de todos os amigos e familiares, eles sabem que é um grande sonho e apoiam muito!”, diz Veridiana.

“A recepção foi ótima, os familiares e amigos, todos apoiaram, apenas mostraram preocupação com o fato de estar sozinho.”, diz Dalthon

Sofreu algum preconceito por adotar sendo solteiro?

Este ponto é sempre delicado, mas o Dalthon afirmou que não sofreu preconceitos por ser solteiro.

No caso da Veridiana e da Ana Paula, o preconceito infelizmente deu as caras.

“Não exatamente por ser solteira, mas existem pessoas que acham que a adoção é só para fazer graça. Chegaram a me perguntar como eu queria adotar uma criança se não sei cozinhar, como se isso fosse uma condição para ser boa mãe. Só posso ter muita pena dessas pessoas que não entendem o que é dar amor a alguém independente de ter saído de dentro de você”, comenta Veridiana.

Quando a Ana Paula mencionou para alguns amigos que iria entrar com o processo de adoção, houve um certo preconceito de algumas pessoas. Eles acreditam que se a criança não tem seu sangue é sinônimo de dor de cabeça.

Como você vai fazer para conciliar a vida profissional e de pai/mãe solteiro(a)?

A resposta foi pratricamente a mesma entre todos os entrevistados:

– Matricular o filho em escola período integral quando possível e atividades extra curriculares. Da mesma forma como milhares de casais que precisam fazem diariamente. Além de contar com a ajuda de amigos e familiares para as emergências.

Qual a dica mais importante para as pessoas que também querem entrar na adoção sem um companheiro ou companheira?

“Acho que a dica principal é realmente querer ser pai e ter um amor incondicional, só assim consegue enfrentar os desafios de ser pai solteiro. Até agora, está valendo muito a pena, pois meu filho Diogo só tem me trazido alegrias.” – Dalthon

“Siga seu sonho! As coisas acontecem como tem que ser e tudo é muito possível quando a vontade é verdadeira. Também queria dizer que não é fácil estar sozinha no momento do curso, ver os casais discutindo o perfil da criança não foi tão fácil. Em alguns momentos senti falta de alguém para compartilhar meus sentimentos e me ajudar nas decisões, mas tenho uma família que me apoia muito e que me ajuda bastante.” – Veridiana

“Para quem deseja ser pai ou mãe solteira, tem que ter em mente que a sua vida irá mudar completamente. A chegada de um filho faz você repensar inúmeras coisas a abrir mão de muitas outras, então, esteja preparado(a) para a mudança que irá acontecer. Queira isso, mas queira de verdade, não pense que isso é um favor à uma criança que precisa de ajuda, o passo da adoção é idêntico ao passo que você dá quando pretende engravidar, é uma decisão sem volta, e que deve ser abraçada com muito amor” – Ana Paula

PODCAST: programas com o tema adoção

O tema adoção tem sido abordado por muitos meios de comunicação, mas no podcast o tema ainda é pouco trabalhado. VEJA a seleção que separamos para você!

Mamilos 70 – Adoção

Dia 25 de maio é celebrado o Dia Nacional da Adoção e o Mamilos trouxe para mesa Andre Pontes, um pai no caminho da adoção, Daniel Dante, um filho adotivo e Dora Martins, juíza da Vara da Infância e Juventude da Sé – SP.

Junto com Cris e Ju eles vão desmistificar a adoção, mostrar que ela é acessível e que o amor está acima de laços sanguínios, que toda família é uma família. Vem encher o coração de amor gente!

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ADOÇÃO – PODCAST TRICÔ DE PAIS 034

Você está preparado para um dos episódios mais lindos do podcast Tricô de Pais? Então venha, tricotaremos hoje sobre adoção e chamamos dois pais para contar suas histórias: Agê Barros e Wagner Yamuto (Adoção Brasil).

Como é o processo? Como um pai se sente durante a adoção? E o vínculo com o filho? Como funciona o convívio com a família?

Falamos sobre todas essas questões em um programa lindo de chorar! E para combinar com um episódio lindo desses, a nossa hashtag tinha que ser #FilhoNãoImportaDaondeVem!

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Jornal da Band apresenta série especial sobre adoção no Brasil

Se você perdeu a série ADOÇÃO, O ABRAÇO DO AMOR, clique nos vídeos abaixo e aproveite =)

Mais de 8 mil crianças esperam por adoção no país

O número de famílias que querem adotar é cinco vezes maior do que o total de crianças nos abrigos. Apesar disso, a fila anda muito devagar. Um dos motivos são as preferências como idade máxima de 5 anos, cor branca e sem irmãos.

Adoção de adolescentes cresce entre estrangeiros

Quanto mais tempo uma criança passa num abrigo, menor é a chance dela ganhar uma nova família. No Brasil, só 3% das adoções são de adolescentes com mais de 13 anos.

Adolescentes contam com apoio e carinho de padrinhos

Homens e mulheres doam tempo e atenção para crianças e adolescentes que ainda aguardam uma nova família.

Mudanças na lei podem agilizar processo de adoção

Mais de 47 mil crianças e adolescentes vivem em abrigos no país. Mas, apenas um em cada seis está em condição de ser adotado.

Famílias adotivas superam obstáculos e dificuldades

Uma prova de amor diária. Na reportagem especial desta sexta-feira, a rotina de pais e mães que decidiram adotar crianças com necessidades especiais.

Principais mudanças na lei da adoção

Ainda falta a sanção do presidente da República para que a nova lei seja aprovada, enquanto isso vamos listar as principais!

Os principais avanços ocorreram nas questões de prazos, fazendo com que as crianças e adolescentes sejam as menos prejudicadas neste processo. Atualmente temos mais de 47 mil crianças acolhidas e apenas pouco mais de 8 mil cadastradas para adoção. Acreditamos que com estes prazos menores, mais crianças e adolescentes terão oportunidade de viver com dignidade e em família.

A principal dificuldade em fazer valer todas estas mudanças será a falta de mão de obra especializada, falta recursos para que os técnicos tenham a chance de fazer o que devem fazer (ex: meio de transporte para realizar visitas) e uma fiscalização firme referente aos prazos.

PRAZOS

As crianças e adolescentes que estiverem inseridas em programas de acolhimento familiar ou institucional terão seus casos reavaliados no máximo a cada noventa dias e estes programas não deverão ultrapassar mais do que um ano e seis meses na maior parte dos casos.

A busca pela família extensa passará a ter um prazo de noventa dias que em alguns casos poderá ser prorrogado por mais noventa dias.

Serão cadastrados para adoção recém-nascidos e crianças acolhidas não procuradas por suas famílias no prazo de trinta dias, contado a partir do dia do acolhimento.

O prazo máximo de habilitação à adoção será de cento e vinte dias que também pode ser prorrogado por mais cento e vinte dias.

Os adotantes que tiverem interesse em adotar crianças e adolescentes com deficiência, com doença crônica ou com necessidades específicas de saúde, além de grupo de irmãos terão prioridade no cadastro.

Perfil da Adoção no Brasil em números

Nunca se falou tanto sobre adoção, como tem se falado agora e um dos nossos objetivos é orientar, informar e esclarecer todas as questões relacionadas a adoção no Brasil.

Normalmente os números que vamos destacar agora, são mencionados em outros meios de comunicação, mas de forma segmentada e agora poderemos ter uma visão completa da Adoção no Brasil com números concretos com base nos dados do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

Dados gerais

Atualmente existem 47.434 pretendentes cadastrados para adoção, 41.630 crianças/adolescentes acolhidas e apenas 8.226 disponíveis para adoção. No final, temos um total de 39.208 crianças e adolescentes com seu futuro indefinido.

Total de pretendentes que aceitam crianças da raça/cor:

* branca – 38.411
* negra – 21.611
* amarela – 22.549
* parda – 33.140
* indígena – 21.006

Total de crianças/adolescentes cadastradas da raça/cor:

* branca -2819
* negra -1403
* amarela -13
* parda – 3964
* indígena – 27

raça/cor – comparativo entre pretendentes x crianças:

sexo – comparativo entre pretendentes x crianças:

faixa etária – comparativo entre pretendentes x crianças:

doenças/deficiências – comparativo entre pretendentes x crianças:

Este comparativo é em relação aos pretendentes que aceitam crianças com algum tipo de doença/deficiência.