Adoção Brasil | Gerando amor

ADOTE UM BOA-NOITE

UM “BOA-NOITE” FARIA TODA DIFERENÇA NA VIDA DE MAIS DE 5 MIL CRIANÇAS ACIMA DOS SETE ANOS.

O Tribunal de Justiça de São Paulo está lançando a campanha “Adote um Boa Noite”, para incentivar a adoção de tardia, isto é, de crianças maiores de 7 anos de idade.

Cerca de 5 mil crianças e adolescentes esperam para ser adotados no Brasil, apesar de haver mais de 38 mil pretendentes à adoção.

A conta não fecha porque a grande maioria das crianças e adolescentes prontos para serem adotados tem mais de 7 anos, enquanto aqueles que estão na fila para adotar desejam crianças mais novas.

Adotar adolescentes e crianças com mais de 7 anos é a maneira mais rápida de realizar o seu sonho de ser pai ou de ser mãe.

E, principalmente, de realizar o sonho de quem quer ter alguém pra desejar um simples “boa noite”.

As crianças e adolescentes retratados no site estão sob a jurisdição da Vara da Infância de Santo Amaro, e são apenas alguns dos muitos que aguardam adoção no Brasil.

Fonte: http://adoteumboanoite.com.br/

VARA DA INFÂNCIA E JUVENTUDE – FORO REGIONAL II – SANTO AMARO
Endereço: Avenida. Adolfo Pinheiro, 1992 – 1º andar – Santo Amaro – São Paulo
Telefone: (11) 5521-7477
Email: stoamaroinf@tjsp.jus.br

Danielle

Oi, sou a Danielle
Tenho 13 anos
Gosto de passear, ver TV, viajar, dançar. Também sou vaidosa e corintiana.

Davi e Matheus

Oi, somos o Davi e o Matheus
Temos 4 e 9 anos
Gostamos de jogar bola, assistir futebol na TV e ir pra escola.

Kayane

Oi, sou a Kayane
Tenho 14 anos
Gosto de ir pra escola, ouvir música, ver filme e de arrumar o meu cabelo.

Leandro

Oi, sou o Leandro
Tenho 15 anos
Gosto de ver TV.

Gabriel

Oi, sou o Gabriel
Tenho 11 anos
Gosto de jogar videogame e de assistir TV.

Paulo

Oi, sou o Paulo
Tenho 12 anos
Gosto de ir pra escola e pra casa dos meus padrinhos.

Kayque

Oi, sou o Kayque
Tenho 13 anos
Gosto de pular corda, de educação física e de brincar de esconde-esconde.

Ryan

Oi, sou o Ryan
Tenho 10 anos
Gosto de brincar de carrinho e de videogame.

Marynes

Oi, sou a Marynês
Tenho 11 anos
Gosto de viajar, ver TV, tirar foto, brincar, dormir e andar de bicicleta.

Jennifer

Oi, sou a Jennifer
Tenho 11 anos
Gosto de mexer no computador, brincar de bola e ver televisão.

Yasmin

Oi, sou a Yasmin
Tenho 9 anos
Gosto de conversar, brincar e passear.

Camila

Oi, sou a Camila
Tenho 16 anos
Gosto de ouvir música, conversar, escrever e de passear.

Guilherme

Oi, sou o Guilherme
Tenho 13 anos
Gosto de passear, jogar videogame, soltar pipa e praticar esportes.

Thayllo e o João

Oi, somos o Thayllo e o João
Temos 10 e 7 anos
Gostamos de jogar bola, soltar pipa, brincar de queimada e assistir TV.

Kaua

Oi, sou o Kauã
Tenho 12 anos
Gosto de dançar, jogar bola, de jogos de adivinhar, de música e de ajudar meus amigos.

Eduardo

Oi, sou o Eduardo
Tenho 13 anos
Gosto de animais, de jogar bola e de desenhar.

Fui adotada e digo isso com orgulho

Por: Karina – Porto Alegre, RS.

Fui adotada pelos meus pais aos seis meses de idade.

Nunca tinham tocado no assunto comigo, por eu ser uma criança e também por nunca ter perguntado sobre, mas chegou o dia que na escolinha, quando eu tinha 4 anos, as “tias” leram um livrinho que falava sobre os bebês saírem da barriga da mãe, nesse momento eu surpreendi a todos dizendo que eu não havia saído de dentro da minha mãe.

As professoras ficaram assustadas, já que sabiam que eu havia sido adotada mas sabiam que eu não sabia disso.

Lembro que os coleguinhas começaram a rir de mim e perguntar de onde eu tinha vindo. Na minha cabeça de criança disse que havia nascido de um ovo de uma pata (havia acabado de ler o patinho feio).

Imediatamente a escola entrou em contato com os meus pais, que me levaram em uma psicóloga infantil com o intuito de me preparar para receber a notícia de que eu havia sido adotada. É muito estranho, mesmo tendo sido adotada bem novinha eu sempre soube, da minha maneira, que o início da minha vida tinha sido assim.

‎No consultório a psicóloga sentava comigo no chão e brincávamos de boneca e casinha, pra mim eu ia lá toda semana brincar com uma moça adulta. Na realidade nessas brincadeiras ela me ensinava que pai e mãe são quem amam, ela me disse que não necessariamente uma mãe que abre mão de um filho faz isso por não gostar da criança, mas sim por amar tanto que abriu mão do próprio filho para ele ter uma vida melhor.

‎Lembro vividamente do dia em que me contaram que eu era adotada, eu estava no meu quarto brincando quando a minha mãe me chamou na sala, quando cheguei lá ela e a minha avó materna (que sempre foi e ainda é muito presente, até demais em alguns momentos, na minha vida) estavam sentadas no sofá.

Minha mãe estava chorando e ficou me olhando, lembro que ela tentava falar mas não conseguia, até que a minha vó já impaciente (italiana brava que só) me disse “tu é adotada”.

A minha resposta foi: “o que é adotada?” e ela disse que eu não havia saído da barriga da minha mãe mas sim de outra mulher. Eu respondi “ah tá” e voltei a brincar.

Conheço alguns amigos que foram adotados e todos consideram isso uma coisa ruim.

Eu penso que a minha adoção foi a melhor coisa que aconteceu comigo, eu renasci.

Como minha mãe biológica usou muitas drogas durante a gravidez eu tive várias sequelas que me seguem até hoje, diversos problemas de saúde, problemas emocionais, dificuldade de aprendizado. Queria dizer que nunca me senti mal sobre ser adotada, mas seria mentira. Sinto muita curiosidade sobre a mulher que, querendo ou não, me deu a vida.

Obviamente sei que a minha mãe é a que me ama e cuida até hoje, mas gostaria de saber sobre essa parte oculta da minha história . Minha família odeia falar sobre isso, especialmente a minha mãe, não culpo ela, na cabeça dela esse assunto é um lembrete que alguém lá fora pode se achar no direito de chamar a menininha dela de filha ou dizer que ela é menos mãe por não ter me gerado.

Isso faz com que ela esconda de mim sobre essa parte da minha vida, respeito ela, se ela quiser me falar um dia eu vou escutar, senão eu fico sem saber.

Não gostaria de conhecer a minha mãe biológica, não vejo motivo e magoaria a minha mãe.

Sou feliz com a família doidinha que tenho. Mesmo com as brigas bobas de aborrecente e discussões eu nunca penso em ter outra família.

Fui adotada e digo isso com orgulho. Se alguém aqui estiver com dúvidas sobre adotar uma criança, tenha em mente que é difícil pra caramba, eu dei muito trabalho com problemas de saúde e emocionais, mas vale a pena, afinal se faz tudo pela família.

Compartilhe sua história conosco através do WhatsApp +55 11 964794705

Adoção no Telegram

Que tal esclarecer suas dúvidas sobre adoção de uma forma diferente com muito amor e calor humano envolvido? E se você tivesse contato com outras pessoas que tem o interesse em adotar ou que já adotaram? O que você perguntaria?

Pensando nisso, criamos um grupo no Telegram onde suas perguntas e experiência podem ajudar centenas e mais centenas de pretendentes à adoção.

Não perca tempo, neste exato momento o grupo está fervendo. Neste grupo, você vai chorar, rir e se emocionar com os relatos de cada participante. Não custa nada é GRÁTIS!

Será um prazer interagir com você 🙂

A romantização da adoção

Por: Wagner Y.

Quando a adoção é apresentada em programas de TV, jornais, revistas, blogs, redes sociais, filmes etc, os casos são lindos. Sempre tem um que é mais emocionante do que o outro. Até mesmo, o mais bruto dos brutos precisa de um lencinho para enxugar as lágrimas que escorrem.

Estes meios de comunicação sabem muito bem o que vai dar uma boa audiência e buscam por histórias que são “fora da curva”. Não estou afirmando que isso é bom ou ruim, mas temos que tomar muito cuidado com toda esta romantização da adoção e a expectativa que criamos em torno deste tema.

Minha esposa e eu, entramos no primeiro processo de adoção em 2006 e nesta época, não tínhamos acesso a esta avalanche de informações sobre adoção, sendo assim, nossas expectativas eram bem humildes. Eu queria ser pai e a Grazy (minha esposa) queria ser mãe.

Simples assim, como ela mesma costuma dizer.

Nosso filho chegou em 2010, o momento em que nós o vimos pela primeira vez foi mágico.

Vivemos nossa experiência de maneira bem suave e tranquila, sem aquela pressão de que o nosso filho tinha que vir correndo de braços abertos, nos chamando de pai, mãe e dizendo que nos amava.

Não se deixe influenciar por esta ou aquela história, não se sinta culpada se ninguém chorou litros (como dizem por aí), se não teve um papai ou mamãe logo no primeiro encontro.

Vocês terão a oportunidade de criar uma linda história juntos e tenho certeza de que será a mais linda de todas.

CADA história é ÚNICA, portanto, construa e aproveite a sua!

Como lidar com as birras das crianças

De repente, aquele bebê que parecia tão quieto e tranquilo alguns meses atrás, grita, se joga no chão e provoca os mais diferentes sentimentos em você, da vergonha à raiva, passando pela vontade de rir. Lidar com a birra não é fácil, mas é inevitável. Veja como facilitar esse momento e conheça estratégias para conseguir evitar o show

Dra. Flavia Oliveira pediatra da Clinica MedPrimus São Paula explica que a birra nada mais é do que a manifestação de uma frustação. Na falta de ferramentas mais potentes, como a fala, por exemplo, a criança pequena frente a uma situação na qual tem um desejo que não está sendo atendido, usa do choro e a agitação corporal para tentar fazer prevalecer sua vontade.

Por volta dos 18 meses, à criança ainda está em processo de ampliação do vocabulário e não consegue expressar exatamente seus desejos. Porém, a linguagem compreensiva é muito mais apurada, ou seja, ela entende, mas não se faz entender. Se os pais cedem a uma crise de birra, e isso se torna constante, a criança entende que é desta maneira que se resolvem os problemas. “Então, pronto, está sendo moldado um padrão de comportamento, e com o passar da idade a tendência é piorar. A birra ocorre normalmente por caprichos não satisfeitos, sendo difícil ver uma birra caso a mãe dissesse “ok”, sem jantar hoje, vamos comer só bolo de chocolate.” Completa Dra.Flavia.

Para ser educativo, a criança precisa entender a relação entre o que fez e a consequência. A punição deve acontecer no mesmo momento, pois as crianças têm uma visão imediatista: ainda não aprenderam a pensar a longo prazo. Ou seja, depois de algum tempo, não sabem por que estão sendo castigados, esqueceram da birra e da importância que demos a ela. “Ninguém é 100 % o tempo todo, mas sempre digo que educar uma criança é uma missão de vida. Assim, podemos deslizar em alguns momentos, mas isso dever ser pontual.” Finaliza a pediatra.

Sobre Dra. Flavia Oliveira Pediatra

Pediatria e Neonatologia
Graduada em medicina pela Faculdade de Medicina da Fundação ABC – FMABC
Residência médica em Pediatria Geral pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP
Título de especialista em Pediatria pela Sociedade Brasileira de Pediatria – SBP Residência médica em Neonatologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP
Título de especialista em Neonatologia pela Sociedade Brasileira de Pediatria – SBP Pós-graduação em Perinatologia pelo Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Albert Einstein – HIAE

Créditos:

Dra. Flavia Oliveira pediatra da Clinica MedPrimus
Clínica MEDPRIMUS
www.medprimus.com.br