Uma história de adoção que não deu certo

Uma história de adoção que não deu certo

Resolvemos interromper o processo!

Pensei muito em como abordar este tema, é difícil explicar o que sentimos (meu marido e eu) nesse último mês do estágio de convivência.

Tudo o que vocês (que já passaram pela adoção) falaram é verdade e passamos por parte disso.

O início é muito difícil, mas você acha que vai conseguir e que está preparado. Ouvi centenas de histórias aqui e fora daqui, das dificuldades – mas que as coisas se ajeitam com o passar do tempo -, que o amor não vem de imediato – mas vem com o tempo -, que o casamento fica abalado – mas dá certo -, entre outras questões.

Nunca ouvi histórias de alguém que interrompeu o processo, e esta angustia estava nos matando.

Nós não conseguimos chegar ao sim em meio a tantos medos. Teremos algumas mudanças pela frente: nova casa, nova cidade, trabalho.

E com duas crianças, entendemos que não conseguiríamos dar conta.

Aliás, nem duas, nem uma, nem se fosse bebê, ou um pouco maior. A demanda é grande independente da fase.

Interrompemos nossa habilitação e vamos seguir a vida e ver o que ela reserva para nós.

O que posso dizer para os que estão aguardando, é que por mais que nos preparemos, não estaremos preparados.

Então, vamos fazer o máximo que pudermos, não só assistir filmes, séries, ler livros, mas ouvir o coração e refletir com o parceiro, se estamos no perfil certo e se é o momento certo.

Se imagine com uma criança, na idade que for, como será?

Mas imagine não só a parte legal, mas a parte difícil:

* um bebê que exige de você 24 horas
* um maiorzinho que você terá que correr atrás para ele não mexer no que não deve e que não vai entender de imediato o motivo de não pode mexer
* um maior que já entende, mas que não vai te obedecer tão cedo.

Vão ouvindo as histórias de quem já passou, estudando e refletindo.

Falei demais, mas por tudo o que passamos nesse ultimo mês, achei que deveria compartilhar esta experiência.



5 thoughts on “Uma história de adoção que não deu certo”

  1. Acho uma grande irresponsabilidade devolver uma criança, mesmo no estágio de convivência.
    O momento de se desistir é antes de conhecer a criança.

    1. EU TAMBÉM ACHO UMA FALTA DE IRRESPONSABILIDADE, POIS EU ADOTEI DOIS IRMÃOZINHO UM DE UM ANO E SETE MÊS E O OUTRO DE 5 ANOS ISSO JÁ FAZ 14 ANOS ATRÁS E JAMAIS FARIA ISSO DEVOLVER , POR ISSO QUANDO ESTAMOS PESANDO EM ADOTAR JÁ DEVEMOS ESTARMOS MUITO BEM CONSCIENTE DO QUE VAMOS FAZER , MEUS FILHO SÃO TUDO PARA MIM ELES SÃO A HERANÇA QUE O SENHOR JESUS ME PRESENTEOU , SIM PASSAMOS DIFICULDADES MAS SEMPRE JUNTO AMANDO UNS AO OUTROS .

    2. Ela não quer um filho…deve ter outros motivos como pressão familiar, social, etc. Que pais se importariam em atender seus filhos 24 horas e zelar por eles sem cessar? Se importar em ter algumas coisas quebradas ou o corpo moído de tanto correr atrás deles? Não mesmo! Graças a Deus resolveu desistir!

  2. Ser pai/mãe, é abdicar de si próprio e dedicar-se de corpo e alma a outro ser. Quem pensa que há alternativas mágicas, realmente não pode ser ter filhos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *