A romantização da adoção

A romantização da adoção

Por: Wagner Y.

Quando a adoção é apresentada em programas de TV, jornais, revistas, blogs, redes sociais, filmes etc, os casos são lindos. Sempre tem um que é mais emocionante do que o outro. Até mesmo, o mais bruto dos brutos precisa de um lencinho para enxugar as lágrimas que escorrem.

Estes meios de comunicação sabem muito bem o que vai dar uma boa audiência e buscam por histórias que são “fora da curva”. Não estou afirmando que isso é bom ou ruim, mas temos que tomar muito cuidado com toda esta romantização da adoção e a expectativa que criamos em torno deste tema.

Minha esposa e eu, entramos no primeiro processo de adoção em 2006 e nesta época, não tínhamos acesso a esta avalanche de informações sobre adoção, sendo assim, nossas expectativas eram bem humildes. Eu queria ser pai e a Grazy (minha esposa) queria ser mãe.

Simples assim, como ela mesma costuma dizer.

Nosso filho chegou em 2010, o momento em que nós o vimos pela primeira vez foi mágico.

Vivemos nossa experiência de maneira bem suave e tranquila, sem aquela pressão de que o nosso filho tinha que vir correndo de braços abertos, nos chamando de pai, mãe e dizendo que nos amava.

Não se deixe influenciar por esta ou aquela história, não se sinta culpada se ninguém chorou litros (como dizem por aí), se não teve um papai ou mamãe logo no primeiro encontro.

Vocês terão a oportunidade de criar uma linda história juntos e tenho certeza de que será a mais linda de todas.

CADA história é ÚNICA, portanto, construa e aproveite a sua!

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