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Sistema cruza informações de possíveis pais e filhos em vários estados. Desde que foi lançado, cadastro recebeu mais de dez mil inscrições. O novo Cadastro Nacional de Adoção começou a facilitar o processo de adoção no Brasil. Uma criança já pode ser adotada por pessoas de outros estados. A arquiteta Guilla Hayon viajou mais de 2,3 mil quilômetros, do Rio de Janeiro até o Recife, para realizar o sonho de ser mãe. "É melhor do que passar no vestibular, melhor do que se formar, melhor do que ter pós-graduação. Ser chamada de mãe é melhor do que casamento. Eu acho que não tive momento mais feliz do que quando os dois me chamaram de mãe", diz Guilla. Os irmãos, de 3 e 4 anos, ganharam uma família graças ao sistema. Esse é um dos 18 processos de adoção que estão em andamento no Brasil. Desde que foi lançado, há sete meses, o cadastro recebeu mais de dez mil inscrições de pessoas interessadas em adotar um filho. São 1,3 mil crianças e adolescentes em todo país prontos para ter um novo lar. "Abre um leque muito grande de alternativas para encontrar famílias e crianças que desejam uma família, por meio do cruzamento de informações de todos os estados", afirma Edneide Silva, coordenadora do núcleo de adoção. Guilla e os filhos vão passar por um período de adaptação de um mês até a adoção definitiva. Por enquanto, todos comemoram e as crianças já sonham com um aniversário fora de um orfanato.
Matéria do G1, com informações do Jornal Nacional exibida em 22/10/2008 e retirada do site G1.
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