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PorEquipe Adocao Brasil

Dar à luz

Na participação de Bráulio Bessa no programa Encontro com Fátima Bernardes do dia 16/06/2017 todos se emocionaram com o cordel que ele fez sobre adoção.

Dar à luz

Dar à luz a uma criança / é iluminar os seus dias

dividir suas tristezas / somar suas alegrias

é ser o próprio calor / naquelas noites mais frias

Dar à luz é estar perto / é sempre chegar primeiro

é ter o amor mais puro, mais honesto e verdadeiro

amar do primeiro olhar / até o olhar derradeiro

Dar à luz é se estressar / é não conseguir dormir

é ser quase odiado por dizer, não vai sair

Dar à luz é liberar, mas também é proibir

Dar à luz é ser herói com papel de vilão

é saber regrar o sim e nunca poupar o não

não é traçar o caminho é mostrar a direção

Dar à luz é ser presente nos momentos mais cruéis

é ensinar que os dedos valem mais do que os anéis

é mostrar que um só lar, vale mais que mil hotéis

Dar às luz é se doar é caminhar lado a lado

é a missão de cuidar, de amar e ser amado

é ser grato por um dia, também ter sido cuidado

é conhecer o amor maior que se pode amar

é a escola da vida que insiste em ensinar

que pra dar à luz a um filho não é preciso gerar

é entender que neste caso o sangue é indiferente

dúvido o DNA dizer o que a gente sente

é gerar alguém na alma e não biologicamente

pois não tem biologia e nem lógica

para explicar o amor de pai e mãe

não se resume em gerar

quem gera nem sempre cuida, mas quem ama vai cuidar

vai cuidar independente da cor que a pele tem,

da genética, do sangue

o amor vai mais além

o amor tem tanto brilho

que quem adota um filho

é adotado também!

Fonte: Encontro com Fátima Bernardes

PorEquipe Adocao Brasil

E assim foi, para a vida inteira!

E você, gostaria de compartilhar sua história conosco?

É bem simples! Basta enviar sua história para nosso WhatsApp (11) 96479-4705 (texto, vídeo ou áudio). Contamos com sua ajuda 🙂

Por: Detinha

Fui adotada aos 8 meses e hoje meus pais já são falecidos.

O que eu quero falar é sobre como contar para a criança que ela é adotada.

Minha mãe era analfabeta e foi muito simples a maneira como ela me contou.

Eu na verdade tinha uns 4 anos, mas percebia que era diferente do resto da família.

Um dia minha mãe me chamou cedinho para “conversar”.

O que ela disse eu nunca esqueci. Foi assim:

– O que eu vou te falar hoje, por mim eu não falaria nunca, porque não tem a menor importância, mas todos dizem que eu tenho que falar, e também para que, um dia, se você descobrir, não dizer que eu te enganei. Você não nasceu da minha barriga, mas sim da barriga de outra pessoa, mas você é minha filha.

Me lembro que eu quis chorar e ela disse:

– Por que você vai chorar?

E eu disse:

– Eu queria ser sua filha de verdade

Ela disse:

– Você é minha filha de verdade, e se algum dia, alguém te disser que não é, você manda vir falar comigo! E se esse assunto te deixou triste, nós nunca mais precisamos tocar nele!

E assim foi, para a vida inteira!

PorEquipe Adocao Brasil

A romantização da adoção

Por: Wagner Y.

Quando a adoção é apresentada em programas de TV, jornais, revistas, blogs, redes sociais, filmes etc, os casos são lindos. Sempre tem um que é mais emocionante do que o outro. Até mesmo, o mais bruto dos brutos precisa de um lencinho para enxugar as lágrimas que escorrem.

Estes meios de comunicação sabem muito bem o que vai dar uma boa audiência e buscam por histórias que são “fora da curva”. Não estou afirmando que isso é bom ou ruim, mas temos que tomar muito cuidado com toda esta romantização da adoção e a expectativa que criamos em torno deste tema.

Minha esposa e eu, entramos no primeiro processo de adoção em 2006 e nesta época, não tínhamos acesso a esta avalanche de informações sobre adoção, sendo assim, nossas expectativas eram bem humildes. Eu queria ser pai e a Grazy (minha esposa) queria ser mãe.

Simples assim, como ela mesma costuma dizer.

Nosso filho chegou em 2010, o momento em que nós o vimos pela primeira vez foi mágico.

Vivemos nossa experiência de maneira bem suave e tranquila, sem aquela pressão de que o nosso filho tinha que vir correndo de braços abertos, nos chamando de pai, mãe e dizendo que nos amava.

Não se deixe influenciar por esta ou aquela história, não se sinta culpada se ninguém chorou litros (como dizem por aí), se não teve um papai ou mamãe logo no primeiro encontro.

Vocês terão a oportunidade de criar uma linda história juntos e tenho certeza de que será a mais linda de todas.

CADA história é ÚNICA, portanto, construa e aproveite a sua!

PorEquipe Adocao Brasil

Reconhecimento

Na adoção a gestação demora mais do que as famosas 40 semanas (na maior parte dos casos) e a expectativa para embalar nosso filho (a) é gigantesca.

Nos instantes que antecedem o primeiro contato com nosso filho (a), os sentimentos são tantos e tão intensos que não tem como exemplificar só em palavras.

Olhares tímidos se cruzam, a primeira tentativa de toque acontece, depois a segunda, seguida da terceira, até que vem aquele abraço de boas-vindas, proteção, amor e paz.

Todo este momento é lindamente retratado nesta emocionante canção de Isadora Canto!

Reconhecimento (Bem Vindo Meu Novo Ser) – Isadora Canto

Bem vindo meu novo ser
Cercado de proteção
De tanto amor tanta paz
Dentro do meu coração

É como se eu tivesse
Esperado toda vida pra te embalar
É como se eu tivesse
Esperado toda vida pra te embalar

PorEquipe Adocao Brasil

Que sorte teve essa criança

Quem nunca ouviu essa frase, um dia vai ouvir.

A pessoa que falou isso, falou na melhor das intenções e normalmente são pessoas muito próximas e queridas. Não precisamos ficar bravos ou fazer aquela cara de PUTZ com um sorriso amarelo no rosto. Eles apenas querem dizer alguma palavra de conforto e inspiração.

No instagram (@adocao_brasil) criamos uma imagem com o seguinte texto:

Não somos nem melhores e nem piores, somos apenas PAIS!

E é assim mesmo que me sinto e se alguém teve sorte nesta história toda, esse alguém fui.