Categoria Histórias de Adoção

Fui adotada e digo isso com orgulho

Por: Karina – Porto Alegre, RS.

Fui adotada pelos meus pais aos seis meses de idade.

Nunca tinham tocado no assunto comigo, por eu ser uma criança e também por nunca ter perguntado sobre, mas chegou o dia que na escolinha, quando eu tinha 4 anos, as “tias” leram um livrinho que falava sobre os bebês saírem da barriga da mãe, nesse momento eu surpreendi a todos dizendo que eu não havia saído de dentro da minha mãe.

As professoras ficaram assustadas, já que sabiam que eu havia sido adotada mas sabiam que eu não sabia disso.

Lembro que os coleguinhas começaram a rir de mim e perguntar de onde eu tinha vindo. Na minha cabeça de criança disse que havia nascido de um ovo de uma pata (havia acabado de ler o patinho feio).

Imediatamente a escola entrou em contato com os meus pais, que me levaram em uma psicóloga infantil com o intuito de me preparar para receber a notícia de que eu havia sido adotada. É muito estranho, mesmo tendo sido adotada bem novinha eu sempre soube, da minha maneira, que o início da minha vida tinha sido assim.

‎No consultório a psicóloga sentava comigo no chão e brincávamos de boneca e casinha, pra mim eu ia lá toda semana brincar com uma moça adulta. Na realidade nessas brincadeiras ela me ensinava que pai e mãe são quem amam, ela me disse que não necessariamente uma mãe que abre mão de um filho faz isso por não gostar da criança, mas sim por amar tanto que abriu mão do próprio filho para ele ter uma vida melhor.

‎Lembro vividamente do dia em que me contaram que eu era adotada, eu estava no meu quarto brincando quando a minha mãe me chamou na sala, quando cheguei lá ela e a minha avó materna (que sempre foi e ainda é muito presente, até demais em alguns momentos, na minha vida) estavam sentadas no sofá.

Minha mãe estava chorando e ficou me olhando, lembro que ela tentava falar mas não conseguia, até que a minha vó já impaciente (italiana brava que só) me disse “tu é adotada”.

A minha resposta foi: “o que é adotada?” e ela disse que eu não havia saído da barriga da minha mãe mas sim de outra mulher. Eu respondi “ah tá” e voltei a brincar.

Conheço alguns amigos que foram adotados e todos consideram isso uma coisa ruim.

Eu penso que a minha adoção foi a melhor coisa que aconteceu comigo, eu renasci.

Como minha mãe biológica usou muitas drogas durante a gravidez eu tive várias sequelas que me seguem até hoje, diversos problemas de saúde, problemas emocionais, dificuldade de aprendizado. Queria dizer que nunca me senti mal sobre ser adotada, mas seria mentira. Sinto muita curiosidade sobre a mulher que, querendo ou não, me deu a vida.

Obviamente sei que a minha mãe é a que me ama e cuida até hoje, mas gostaria de saber sobre essa parte oculta da minha história . Minha família odeia falar sobre isso, especialmente a minha mãe, não culpo ela, na cabeça dela esse assunto é um lembrete que alguém lá fora pode se achar no direito de chamar a menininha dela de filha ou dizer que ela é menos mãe por não ter me gerado.

Isso faz com que ela esconda de mim sobre essa parte da minha vida, respeito ela, se ela quiser me falar um dia eu vou escutar, senão eu fico sem saber.

Não gostaria de conhecer a minha mãe biológica, não vejo motivo e magoaria a minha mãe.

Sou feliz com a família doidinha que tenho. Mesmo com as brigas bobas de aborrecente e discussões eu nunca penso em ter outra família.

Fui adotada e digo isso com orgulho. Se alguém aqui estiver com dúvidas sobre adotar uma criança, tenha em mente que é difícil pra caramba, eu dei muito trabalho com problemas de saúde e emocionais, mas vale a pena, afinal se faz tudo pela família.

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Uma história de adoção que não deu certo

Resolvemos interromper o processo!

Pensei muito em como abordar este tema, é difícil explicar o que sentimos (meu marido e eu) nesse último mês do estágio de convivência.

Tudo o que vocês (que já passaram pela adoção) falaram é verdade e passamos por parte disso.

O início é muito difícil, mas você acha que vai conseguir e que está preparado. Ouvi centenas de histórias aqui e fora daqui, das dificuldades – mas que as coisas se ajeitam com o passar do tempo -, que o amor não vem de imediato – mas vem com o tempo -, que o casamento fica abalado – mas dá certo -, entre outras questões.

Nunca ouvi histórias de alguém que interrompeu o processo, e esta angustia estava nos matando.

Nós não conseguimos chegar ao sim em meio a tantos medos. Teremos algumas mudanças pela frente: nova casa, nova cidade, trabalho.

E com duas crianças, entendemos que não conseguiríamos dar conta.

Aliás, nem duas, nem uma, nem se fosse bebê, ou um pouco maior. A demanda é grande independente da fase.

Interrompemos nossa habilitação e vamos seguir a vida e ver o que ela reserva para nós.

O que posso dizer para os que estão aguardando, é que por mais que nos preparemos, não estaremos preparados.

Então, vamos fazer o máximo que pudermos, não só assistir filmes, séries, ler livros, mas ouvir o coração e refletir com o parceiro, se estamos no perfil certo e se é o momento certo.

Se imagine com uma criança, na idade que for, como será?

Mas imagine não só a parte legal, mas a parte difícil:

* um bebê que exige de você 24 horas
* um maiorzinho que você terá que correr atrás para ele não mexer no que não deve e que não vai entender de imediato o motivo de não pode mexer
* um maior que já entende, mas que não vai te obedecer tão cedo.

Vão ouvindo as histórias de quem já passou, estudando e refletindo.

Falei demais, mas por tudo o que passamos nesse ultimo mês, achei que deveria compartilhar esta experiência.

ele poderia sim, realizar esse sonho junto comigo

Meu maior sonho sempre foi ser mãe, mas quando faltavam 3 meses para meu casamento vem a notícia que meu marido não poderia me dar um filho.

Naquela hora meu mundo parecia ter acabado.

Meu marido ficou muito mal e eu tive que tirar coragem não sei de onde, para dar força a ele.

Ele chegou a falar que eu não precisaria casar com ele porque ele nunca iria poder realizar meu maior sonho que era ser mãe!

Quando o sustou passou, eu disse para ele que ele poderia sim realizar esse sonho junto comigo, foi aí que conversamos e decidimos a partir para adoção. Então em novembro de 2011 começa a realização do sonho!

Entramos com os papéis, fizemos as entrevistas e em março de 2012 estávamos habilitados e prontos para a espera do nosso anjo.

A espera foi grande e no começo chegava a ser uma tortura, sofri muito por causa da ansiedade, tive começo de depressão, tive que fazer muita terapia graças a Deus eu sempre tive o apoio do meu marido que sempre estava ali para segurar minha mão e não me deixar cair.

Foi uma espera de 4 anos e alguns meses.

E quando foi final de julho de 2016 meu telefone em fim tocou, foi uma alegria inexplicável eu não sabia se chorava, se pulava, tivemos que esperar 3 dias para poder conhecer nosso anjo, foram 3 dias que pareciam uma eternidade, em fim chegou e fomos, foi o dia mais especial de nossas vidas.

Um menino lindo e adorável com 5 anos e meio.

Quando foi dia 06/10 ele veio definitivo para junto de nós, se passaram quase 9 meses e a partir daí tem sido a realização de um sonho, somos pais sim do filho mais lindo que Deus poderia nos enviar!

Agradeço todos os dias por ter tido essa grande oportunidade de ser mãe dessa criança maravilhosa!

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Já nos sentimos grávidos

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Por: Andressa G.

Nos casamos em outubro de 1996 e acho que em 1998 decidimos tentar engravidar.

Quando vimos que não aconteceu, fui procurar uma médica que primeiramente pediu exame para meu marido e já foi aí que identificamos a azoospermia (ausência de espermatozoides no sêmen).

Paramos por um tempo para digerir tudo isso e entender, eu sempre li muito e busquei informações. Ele se submeteu a uma cirurgia, mas não obtivemos sucesso. Teria que ser feito mais procedimentos dolorosos e caros e ainda não havia garantia de nada.

E a vida foi seguindo, vivemos um luto, mas nunca me deprimi por isso. Tenho muita fé e sei que se Deus quis assim era para passarmos por isso.

Vi muitas cunhadas, amigas e irmã grávidas e isso nunca me entristeceu pelo contrário amo meus sobrinhos. Demoramos a nos decidir pela adoção estamos casados há 20 anos e somos muito parceiros e amigos, mas a possibilidade da adoção foi desabrochando dentro de mim e iniciamos o processo em novembro de 2016.

Ainda estamos aguardando nossa habilitação. Já nos sentimos grávidos e pedimos muito a Deus que proteja nossos filhos e prepare nosso encontro.

Já amamos muito sem conhecer.

Acho que nunca brinquei tanto

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Por: Ana Carla V.

Vamos lá!!!

Foram muitos e muitos anos tentando engravidar e nada. Praticamente todas as minhas colegas que casaram bem depois de mim, já estavam grávidas, me perguntavam se eu não quero ter filhos e eu sempre falava:

– Agora não quero, tá louca? Vou viajar e fazer muitas coisas antes de ser mãe.

MENTIRA kkk

E foi aí que resolvi procurar um médico para ver o porquê da tão sonhada gravidez não rolar.

Depois de fazer 1 exame medonho de ruim e doloroso pra caramba foi constatado que eu tenho uma das trompas obstruídas e se eu não fizesse uma cirurgia pra limpar eu não iria conseguir engravidar.

Eu já disse de cara que não pretendo fazer essa tal cirurgia.

Ai ele falou que também poderia fazer uma FIV (fertilização in vitro), ou ser mãe por adoção.

Eu sem entender muito sobre o que era ser mãe por adoção logo sorri e falei que quero ser mãe por adoção, daí então ele falou que eu fosse no fórum me informar e tudo mais.

Conversei com o meu marido e ele falou que tá ótimo, e no dia seguinte conversando com uma amiga sobre tudo, ela me falou de um abrigo que tem aqui na minha cidade e disse para eu ligar lá e marcar para fazer uma visita.

Liguei, marquei e fomos eu e o meu marido lá.

A assistente social muito simpática nos atendeu e quis conversar e saber o que nos levariam até lá.

Eu muito paciente que sou, disse para ela:

– Moça cadê as crianças? A gente não pode conversar depois?

Ela disse que sim e nos levou a um parque dentro do abrigo; tudo muito lindo, limpo e colorido. Tinha luz, brilho e muita, mas muita alegria lá dentro.

Várias crianças correndo para um lado e para o outro e algumas me puxaram pra brincar. Foi maravilhoso, acho que nunca brinquei tanto kkkk.

Mas tudo que é bom dura pouco né, tive que me despedir das crianças pra conversar com a assistente social. Ela fez algumas ligações e nos mandou ir ao fórum e tudo foi feito conforme manda a lei.

Resumindo, estamos desde o ano de 2015 habilitados a espera da nossa filha, que sem ao menos conhece-la já amo tanto.

É isso.

Para mim foi tudo muito natural, sem tristezas de não “poder” gerar um filho na barriga.

Sou muito grata a Deus por essa oportunidade, e que ele ilumine e acolha também as mães que doam seus filhos.

Obrigada meu Deus e obrigada mães!